quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Gráfico mensal do IBOV – Perspectiva de alta para 2015 e 2016



Após o fundo do IBOV marcado em julho de 2013 (44.107 pontos), o índice está numa trajetória ascendente pelo gráfico mensal, o mais poderoso de todos os gráficos (veja o gráfico acima). Em agosto de 2014 o IBOV acionou um pivot de alta e logo em seguida recuou; porém no último mês de 2014, o IBOV fez uma importante sombra inferior, denotando força dos compradores no patamar de 45.852 pontos. Desta forma, um movimento de alta nos próximos meses é possível, desde que o fundo intermediário prévio, em 44.904 pontos, não seja perdido. Se esta premissa se confirmar, quais seriam os objetivos de curto, médio e longo prazo:

1 – Primeiro: não perder o fundo de dezembro e romper os 51 mil pontos. Assim, acionaria um pivot de alta no gráfico diário; em seguida buscaria  a linha de tendência de baixa, hoje em 53 mil pontos.



2 – Segundo: buscar o topo de novembro em 57 mil pontos.

3 – Terceiro: buscar a máxima de 2014 em 62 mil pontos.

4 – Quarto: buscar o topo histórico em 73 mil pontos, o que coincide com a expansão de 1.68 de Fibonacci (veja abaixo).




Sempre é bom lembrar que a análise gráfica não é uma bola de cristal e nem garante o futuro. Contudo, é uma valiosa ferramenta interpretativa e que auxilia os bons investidores. Outra coisa importante: é preciso tempo para que os objetivos sejam alcançados; os patamares acima citados não serão atingidos da noite para o dia. O gráfico mensal mostra o movimento do IBOV em vários e vários meses. Desta forma, respeitado os detalhes acima citados, poderemos flertar com o topo histórico em 2016. Será?

** a primeira semana de janeiro mostra uma boa recuperação do IBOV. Veja (elipse vermelha):


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Nova Composição do IBOV 2015



Desde o começo de 2014, a metodologia do Índice Bovespa (IBOV) foi alterada, como já comentei algumas vezes no blog. O objetivo principal é expurgar as empresas de baixa perfomance e privilegiar as maiores e melhores ações listadas na Bovespa. Desde então, venho escrevendo que o IBOV terá um melhor desempenho no médio e longo prazo. As turbulências no curto prazo são passageiras. Empresas pré-operacionais, como a “saudosa” OGX, ou mal geridas, como a Petrobrás, foram retiradas ou aos poucos estão sendo sugadas do índice. Desta forma, não acredito num IBOV abaixo dos 40 mil pontos. Neste patamar, mesmo com a economia nacional numa tremenda crise, a “bolsa” fica muito barata para os estrangeiros, especialmente quando convertida em dólares – pontuação atual dividida pela cotação do dólar: menos de 18 mil pontos. Veja abaixo um resumo da composição do IBOV para o primeiro quadrimestre de 2015 e meus comentários:

1 – Perceba que as Blue Chips mais populares, como a VALE e a Petrobrás, perderam importância no índice, atualmente, com cerca de 8% cada uma: antes as duas representavam quase 25% do IBOV.

2 – Atualmente o setor bancário é o de maior peso: por volta de 30% do IBOV (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, BB Seguridade, etc.)... Relembre os fabulosos lucros dos bancos privados no ano passado. Teria espaço para os lucros caírem? Pense: Taxa Selic em alta, gestão impecável dos bancos privados e controle rígido do crédito.

3 – A Ambev atingiu um patamar histórico, cerca de 7%. Outras grandes empresas do setor de consumo também aumentaram suas participações: Pão de Açucar (1,8%) e BRFoods (3,6%).

4 – As siderúrgicas perderam muito espaço: Usiminas, Gerdau e CSN. Por enquanto nenhum sinal de reversão para o setor.

5 – Empresas sólidas e eficientes ganharam maiores espaços no IBOV, como a Embraer e a Ultrapar (esta última dona da marca Ipiranga – postos de combustíveis).

6 – Uma empresa de destaque do ramo educacional também fez bonito. Após dois anos liderando os ganhos na bolsa de São Paulo, a KROTON agora tem participação de mais de 2%.

Desta forma, fica muito claro prever que o IBOV tem pouco espaço para cair abaixo de 45 mil pontos. Os “lixos” da Bovespa aos poucos estão sendo varridos do mapa. Portanto, faça o mesmo e junte-se às boas empresas. Outro detalhe importante: a composição do IBOV é revista a cada quatro meses, assim empresas que tiveram baixa perfomance recente, num futuro próximo podem aumentar a participação no IBOV. Um grande exemplo é a VALE. Ela tem tudo para melhorar sua participação no IBOV nos próximos anos. O preço do minério de ferro não cairá pra sempre. Ciclos são ciclos!

Por último, existem duas maneiras simples de ganhar com a subida do IBOV: a compra do ativo BOVA11, um fundo de índice negociado em bolsa que acompanha diretamente a variação do IBOV, e a compra de minicontratos no mercado futuro. Leia mais sobre estes ativos no site (www.investircadavezmelhor.com.br) ou conheça meus livros na Amazon.

Bons investimentos.


sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

2015 – O ano da virada?



Primeiro dia útil do ano, a bolsa brasileira começa os trabalhos com o pé esquerdo, queda de mais de 3%, e o pregão nem terminou! Mas hoje não vou escrever sobre os problemas crônicos da economia brasileira e nem sobre o desempenho pífio do mercado acionário nos últimos dois anos. Esqueçamos o pessimismo (ou o realismo) e concentremos no otimismo. Olhemos para o futuro, para frente. A virada de um ano para o outro é sempre um momento propicio para tal atitude. Precisamos de novas ideias, de novos conceitos, de novas perspectivas e de novas esperanças. A quem diga que estamos longe do fundo do poço e que tudo pode piorar. Não acredito nesta premissa. Veja uma série de dados que podem indicar uma mudança iminente de rumo da economia nacional e que será refletida diretamente no mercado de ações:

1.
       Finalmente, o Governo Federal resolveu tratar a doença com o medicamento correto. Antes, o Governo sequer reconhecia o problema. Depois, insistiu com remédios equivocados ou com doses homeopáticas. A nomeação de Joaquim Levy é a maior prova da mudança destes conceitos. Porém, é preciso mais, muito mais. Precisamos de mais medidas concretas e acertadas... Estou convicto: elas virão.
2.
       Muitos alertam que o ano de 2015 será difícil. Nem eu e nem ninguém discute esta afirmação, porém isto já foi precificado pelo mercado financeiro. Agora a cada nova medida efetiva do Governo Federal, a cada acerto e a cada correção dos desvios crônicos da economia, o mercado sentirá alívio e melhorará as perspectivas futuras.
3.
       Com o rumo certo da economia teremos o retorno da confiança dos empresários e dos investidores, além do retorno da esperança de todos os brasileiros. Aos poucos os bons investimentos voltarão. É uma questão de tempo. Será uma jornada longa, porém saborosa. Cada conquista será comemorada.
4.
        As medidas corretas do Governo Federal poderão salvar o rating do Brasil (grau de investimento). Isto é crucial para o total reestabelecimento da economia tupiniquim. Em breve, vou escrever sobre o assunto de maneira pormenorizada.
5.
       Existe um pânico exagerado no mercado financeiro sobre um eventual aumento dos juros americanos, atualmente em zero. Não tenho dúvidas: os juros subirão em breve. Contudo, acredito que o efeito sobre o Brasil será menor que os analistas predizem.  É verdade que o crédito internacional ficará mais caro (proporcional ao aumento da taxa de juros americana) e parte do capital investido nos países emergentes poderá retornar aos Estados Unidos. Todavia, se os outros fatores positivos acima comentados forem concretizados, os efeitos aqui serão bem menores que o previsto.
6.
       O mercado de ações anda na frente da economia real. Sempre. O pessimismo dos últimos dois anos no IBOV (queda de 20%) foi concretizado em dois anos sem crescimento significativo da economia brasileira. Porém, o gráfico mensal do IBOV pode estar sinalizando uma alta para os próximos anos (mais detalhes na próxima coluna).


Assim, estou otimista e acredito em dias melhores. Desejo a todos um ótimo Ano Novo.

Bons investimentos. MJR

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Aonde investir seu dinheiro em 2015?



A situação econômica do Brasil é alarmante: inflação persistente e superando o teto da meta, baixíssimo crescimento do PIB (menos de 0,2% neste ano), rombo nas contas públicas, dólar em alta, desindustrialização do país, déficit na balança comercial, e o pior, baixíssima confiança dos investidores na política econômica do Governo Federal.  O que esperar do segundo mandato da Presidente Dilma?

Vejo dois cenários possíveis: a manutenção da atual matriz econômica, fracassada, o que determinaria a piora de todos os indicadores acima comentados, ou a mudança de rumo da política econômica, retomando a base do tripé macroeconômico dos últimos 15 anos: metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. A indicação de Joaquim Levy para a Fazenda favorece, pelo menos por enquanto, que a segunda hipótese é a mais provável. O aumento da taxa básica de juros (Selic) para 11,75%, mesmo que tardio, também é um sinal positivo. Aguardemos...

Segue uma lista de sugestões para os seus investimentos de curto, médio e longo prazo. Aproveito esta última coluna do blog em 2014 para desejar a todos um Feliz Natal e um Ano Novo menos complicado, repleto de conquistas e com muita saúde!

Curto Prazo (menos de 6 meses):

Poupança:
fuja dela. A inflação atual supera o rendimento. Você está perdendo poder de compra.

Fundos DI:
boa opção para o curto prazo. Garante a liquidez imediata do dinheiro e mantém uma boa remuneração pela estreita correlação com a taxa Selic (em alta). O investimento em CDB também é indicado e tem características similares.

Médio Prazo (menos de 5 anos):

Letras de crédito imobiliário (LCIs):
apresentam bom rendimento, cerca de 90% da Taxa CDI, e melhor, são isentas de Imposto de Renda (IR). Cuidado com a liquidez, verificando o prazo de vencimento destes títulos, além de observar o risco de crédito do banco emissor.

Letras de câmbio:
o rendimento é muito maior que o do CDB e dos Fundos DI, por vezes cerca de 130% da Taxa CDI, porém, além da tributação do IR, apresenta maior risco de crédito (títulos emitidos por Financeiras). Portanto tenha o Fundo Garantidor de Créditos como seu grande aliado (as LCIs também têm garantia do FGC até 250 mil reais).

Tesouro Direto:
as atuais taxas de juros para a remuneração destes títulos favorecem esta categoria de investimento. Com a recente alta básica de juros, os títulos pré-fixados (LTNs) com vencimento em 2017 estão pagando cerca de 13,0 % ao ano (veja tabela abaixo). Como o viés da Selic ainda é altista, opte também pelos títulos pós-fixados: LFTs com vencimento em 2017, atreladas à Selic, e pelas NTNBs de médio prazo, 2019, estas últimas vinculadas à inflação. Faça uma “cesta” destes ativos: pré e pós-fixados.



Fundos Imobiliários:
os atuais preços das cotas estão convidativos – cotação abaixo do valor patrimonial. Os proventos mensais são interessantes, até 0,9% ao mês, e isentos de IR para o pequeno investidor. É provável que num futuro o mercado imobiliário comercial volte a se aquecer. Importante: faça uma boa seleção destes fundos. Existem mais de 100 fundos listados na bolsa brasileira.

Longo Prazo (acima de 5 anos) :

Debêntures incentivadas:
pagam bons rendimentos, uma taxa de juros acrescida da inflação, e são isentas de IR. Problema: liquidez (prazo de vencimento longínquo). Algumas corretoras começaram a oferecer fundos de investimentos baseados nestes títulos, o que minimiza a falta de liquidez e mantém o bom rendimento e a isenção do IR.

Tesouro Direto:
visando a aposentadoria, opte pelas NTNBs Série Principal com vencimento em 2035 e tenha uma garantia de um retorno real acima do processo inflacionário (cerca de 6% ao ano). É provável que num futuro próximo com o retorno do crescimento da economia brasileira e os ajustes fiscais, estes ganhos sejam reduzidos. Deste modo, garanta desde já estas taxas camaradas o quanto antes.

Mercado de ações:
a turbulência atual não afetará os ganhos no longo prazo. O histórico das principais bolsas mundiais comprova esta premissa. As crises são passageiras, sempre! A atual cotação IBOV (51 mil pontos) e os preços de alguns ativos estão em patamares baixos. Dificilmente o IBOV perderá os 40 mil pontos. E o objetivo? O céu é o limite. Desta forma, o risco-benefício é muito bom. Mas, não se esqueça: invista somente aquele dinheiro que você não precisará no curto e no médio prazo. Estamos falando em investimentos para mais de cinco anos. Uma ótima e fácil opção para se investir na bolsa é comprar o ativo BOVA11: não exige muito conhecimento por parte do investidor e o retorno no longo prazo tenderá a ser muito bom e, melhor, sem risco de crédito – você não está comprando ações de uma única empresa, e sim cotas de várias empresas ao mesmo tempo.

Bons investimentos.

Dúvidas sobre estes investimentos? Consulte os vários textos publicados no site: www.investircadavezmelhor.com.br ou compre o livro “5 investimentos que garantem seu futuro” no www.amazon.com.br.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

IBOV: o apocalipse está próximo... Será?




Hoje, o dólar futuro flertou com os 2,70 reais – uma alta de 30% em 100 dias. O IBOV caiu 15% nos últimos 15 dias. A operação Lava Jato está bombando. As novas denúncias publicadas no Jornal Valor Econômico apimentam ainda mais o caso de corrupção na Petrobrás. A crise internacional na Grécia, Rússia, etc. As commodities em queda vertiginosa no mercado externo. Os problemas crônicos e graves da economia brasileira... Chega de desgraça! Estaríamos próximos do apocalipse?

Confesso que não esperava uma reação tão negativa do mercado de ações nestas últimas três semanas. Foi muito além do esperado, e muito rápido. Chegamos a frustrar um belo pivot de alta no gráfico diário do IBOV... Será que chegamos ao fundo do IBOV? Talvez não. Porém, várias ações já apanharam muito no ano de 2014 e, principalmente, nos últimos dias. Para algumas ações, por exemplo, da VALE, o ano foi arrasador – queda de 50%.

Para piorar a situação do IBOV, o mercado americano que anda em patamares históricos de alta, nos últimos dias começou a sinalizar uma correção mais aguda. Desgraça pouca é bobagem. Mesmo com a forte queda de hoje do IBOV, sexta 12, ainda vejo uma luz no fim do túnel para os últimos dias de 2014, leia os motivos:


1.     
Como comentado, já são pouco mais de 15% de desvalorização em 15 dias, sem paradas. Uma queda ainda maior e em tão pouco tempo é incomum no IBOV. É preciso uma trégua de algumas semanas e, se for o caso, depois continuar a trajetória de queda rumo ao “suportão” em 45 mil pontos (o caminho mais provável para o começo de 2015).

2.     
O fim de ano comumente é marcado por um período mais altista, mas isto não garante nada.

3.     
Os grandes fundos de investimentos precisam reorganizar seus ativos em carteira até o fim do ano.

4.     
Várias ações estão em suportes importantes.

5.     
Nos últimos dias, o volume financeiro nas quedas do IBOV têm sido baixo, o que pode colocar o movimento de baixa em risco.

6.     
Nesta semana houve pelo menos duas tentativas do índice marcar um fundo de curto prazo no gráfico diário (fortes sombras inferiores).

7.     
Por falar em fundo, hoje o IBOV perdeu o fundo de outubro de 2014 em 48.700 pontos, fechando em 48 mil pontos. É um falso rompimento ou a entrada para o “apocalipse”?  

Assim, será que chegou a hora de comprar ações? Talvez, sim. Porém, como o fundo do IBOV ainda não foi bem estabelecido e ninguém pode prevê-lo, compre de maneira escalonada, aos poucos. Se você estiver pensando no longo prazo, acima de cinco anos, você poderá ser um pouco mais arrojado. Mas de qualquer forma, mantenha uma boa liquidez para o próximo ano, pois as oportunidades poderão ser ainda melhores. Aproveite o “caos” do mercado de ações para garantir seu futuro. “Os transtornos passam e os benefícios ficam”. MJR

Prezados leitores, aproveito a oportunidade para divulgar a nova parceria do sitewww.investircadavezmelhor.com.br com a Amazon e a Samsung do Brasil, e baixe o livro gratuitamente no smartphone. Promoção válida apenas para este mês. Aproveitem!



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Os desafios de Joaquim Levy


Semana passada, felizmente, houve o segundo sinal positivo do Governo Federal com a nomeação dos Ministros da Equipe Econômica. Isso indica que a Presidente Dilma optou por retornar para a política econômica ortodoxa, através de um controle sistemático dos gastos públicos e da inflação, o que permitirá uma queda nos juros futuros, o retorno da confiança do mercado financeiro e dos empresários, e, por conseguinte, o crescimento e desenvolvimento do país.

O primeiro sinal foi a elevação da Taxa Selic, logo após a eleição presidencial. Espera-se que nesta quarta-feira, dia 03/12, o COPOM suba novamente a taxa básica de juros, agora em 0,5%. Este remédio amargo se faz necessário. Ninguém consegue decretar uma queda “forçada” na taxa básica de juros, como ocorreu de 2011 para 2013. Os efeitos colaterais deste “decreto” foram terríveis para a economia nacional: inflação em alta, queda do PIB, queda nos investimentos, entre outros.

Não me interessa se o ato da Presidente foi um estelionato eleitoral, como a oposição está dizendo (e talvez até seja) ou se foi por pressão do Ex-Presidente Lula ou por qualquer outro motivo. O mais importante é que, com a nomeação da nova e boa equipe econômica, poderemos sim, trilhar um novo caminho para a prosperidade. Agora, se o trio terá ou não autonomia, para efetivar os ajustes necessários, somente o tempo nos dirá. Todavia, com certeza, teremos um ano de 2015 muito difícil pela frente, pois será o ano dos ajustes, o ano da plantação. A colheita está programada para 2016, 2017 e 2018, mas a preparação da terra e a semeadura precisam ser bem executadas.

Veja os principais desafios para os próximos anos:

1.     
Ajuste fiscal severo: o Governo Federal está gastando muito, e mal. O controle dos gastos públicos é fundamental para erradicar os outros males.

2.     
Superávit primário consistente: mesmo que de maneira gradativa, o Governo precisa economizar. O saldo final entre as receitas e as despesas deve ser sempre positivo. Sempre.

3.     
Controle ferrenho da inflação: outro objetivo primordial. A inflação anda no teto da meta (6,5%). É preciso retornar para o centro da meta (4,5%) o mais breve possível. Assim, por enquanto, o aumento da Taxa Selic é necessário, e o controle do crédito também.

4.     
Estimular a iniciativa privada: ao executar os três primeiros ajustes, o Governo sinalizará de forma positiva ao mercado financeiro, que a economia brasileira está no rumo correto, favorecendo os novos investimentos e a confiança do empresariado. Todavia é preciso mais, muito mais. As reformas trabalhista e tributária são fundamentais para melhorar o desempenho das indústrias, aumentando a produtividade e reduzindo o custo Brasil. O aumento dos salários nos últimos anos não foi acompanhado do aumento da produtividade, o que é insustentável no longo prazo. Aqui, é preciso a contribuição da sociedade organizada e do Congresso Nacional. O novo trio sozinho não tem este poder!

5.     
Reduzir as intervenções do Governo Federal na iniciativa privada, favorecendo o livre comércio. A MP 579 no setor elétrico em 2012 foi um desastre. A quebra de regras previamente estabelecidas traz desconfiança aos investidores.

6.     
Melhoria da infraestrutura: sem investimentos, públicos ou privados, o atual estágio da infraestrutura nacional será um grande fator limitador de um crescimento sustentável num futuro próximo. É preciso acelerar o processo de concessão de estradas, portos, ferrovias, aeroportos, e estimular novos investimentos no setor energético.

7.     
Melhorar o desempenho da balança comercial: o déficit atual é insustentável (quase 4 bilhões de dólares em 2014). É preciso exportar mais. Um câmbio mais “justo” e o aumento da produtividade da indústria são pré-requisitos básicos para atingir este objetivo.

8.     
Manter o grau de investimento pelas agências de rating: se o Brasil perder o chamado “grau de investimento” em 2015, e este risco é real, se nada for feito, provavelmente teremos uma fuga maciça de capital estrangeiro, o que será extremamente deletério para o crescimento da nossa economia. A execução dos três primeiros itens é a ferramenta básica para sensibilizar as agências internacionais, evitando assim o rebaixamento da nota de crédito do Brasil.

9.     
Por último, é preciso voltar a crescer de maneira sustentável. Se todos os fatores forem corrigidos, mesmo que de maneira paulatina, poderemos voltar a crescer acima dos 3% ao ano num futuro próximo, e melhor, de maneira sustentável. Caso isto ocorra, todos os setores da sociedade serão beneficiados. Todos!

MJR

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Livro: Índice Bovespa Futuro - Opere sem segredo



Prezados leitores,

Já está disponível no site da Amazon o meu novo livro sobre o Mercado Futuro. A seguir, a sinopse e o link do livro:

Índice Bovespa Futuro - Opere sem segredo
Neste livro você encontrará um guia completo para a compra e venda de minicontratos do IBOV Futuro, numa linguagem simples e didática. Aprenda a proteger sua carteira de ações (hedge) em momentos de crises, usando esta poderosa ferramenta. Conheça também diversas estratégias (setups) para potencializar seus ganhos na Bolsa de Valores.

http://www.amazon.com.br/%C3%8Dndice-Bovespa-Futuro-Opere-segredo-ebook/dp/B00P8E19L2/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1416340894&sr=8-1&keywords=bovespa+futuro

** Indico o livro apenas para os pequenos investidores que já têm algum conhecimento sobre o mercado de ações.

MJR