sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

IBOV e Mercado Americano – Atualização 5 de Janeiro 2024



Caros leitores,

Vou dividir esse post em dois temas. No primeiro vou comentar sobre o curto prazo (mês de janeiro). Depois escrevo sobre a minha expectativa para os ativos de renda variável para o ano de 2024. Vamos lá.

Janeiro

Quem me acompanha sabia que uma correção nos mercados mundo afora era iminente e ela veio nos primeiros dias de 2024. Tudo dentro da normalidade. “Árvores não crescem até o céu”, como dizem por aí.

Então, já corrigimos o suficiente? Na minha opinião, não.

Por exemplo, o IBOV subiu de outubro a dezembro de 2023 cerca de 20%: máxima em torno de 134 mil pontos. Até aqui, corrigiu apenas 2%. Muito pouco.

No ano de 2023 as correções mais agudas do IBOV derrubaram o índice entre 7 e 15%, e duraram cerca de 2 a 3 meses (apenas a primeira semana de correção).

Importante: dentro de uma correção mais longa, em qualquer ativo, existirão dias ou semanas aonde o mercado vai subir, por vezes, de maneira intensa.

O “ideal” seria um recuo do IBOV até os 120 a 125 mil pontos. Lembrando que o ideal no mercado financeiro é quase sempre inexistente.

Assim, não sei se isso vai acontecer. No momento em que eu escrevo o IBOV testa, como suporte, o antigo topo histórico em 131 mil pontos, rompido em dezembro de 2023.

Como escrevi no últimos post, eu tinha reduzido as minhas posições compradas e aumentado meu caixa. Além disso, me posicionei no mercado futuro (minicontratos) para a proteção parcial da carteira.

Recentemente, em raros ativos tenho aumentado a posição comprada, aos poucos, especialmente para aqueles que já corrigiram mais intensamente.

No mais, vou esperar uma correção mais aguda para a recompra dos ativos parcialmente vendidos em dezembro e analisar novas oportunidades.

E as bolsas americanas?

É a mesma situação de curto prazo do IBOV. Espero por uma correção mais duradoura e intensa (5 a 10%).

O dólar frente ao real, no curto prazo, continua sem muito ímpeto para subir. Eu achava que poderíamos ter um dólar mais forte no curto prazo, mas essa premissa não aconteceu, e pelo jeito não acontecerá. A ver.

E a renda fixa no Brasil?

Para quem não tem em carteira, talvez o melhor a fazer é aguardar algum estresse futuro nos juros futuros (alta das taxas) para a compra desses títulos, pois, nos preços atuais, me parece que o bom prognóstico traçado pelo mercado já está no preço.

Ano 2024

Já para o ano de 2024 tenho uma visão bem mais otimista. E por que?

No Brasil a Selic continuará em queda, a inflação seguirá “domada”, a princípio, a atividade econômica permanecerá em bons níveis e, por enquanto, o risco fiscal está mitigado. Por enquanto. O Brasil não é para amadores!

Assim, é bolsa para cima e dólar para baixo. Sempre com muita cautela, especialmente na cotação da moeda americana. Não recomendo a venda de dólares (melhor ficar neutro). Fique muito atento a taxa de juros reais – atratividade dos gringos para o carry trade – e o risco fiscal brasileiro: maior risco indica um dólar mais forte.

E mais, estou muito otimista para o desempenho das ações cíclicas domésticas que se beneficiam de um cenário com juros mais baixos: varejo, shoppings, construção civil, etc.

No mercado americano estou mais otimista com a renda fixa, em virtude do provável FED Pivot (queda de juros), e cauteloso em relação ao mercado de ações. Explico melhor.

A renda fixa será beneficiada com o corte de juros. Ponto pacífico.

Já as bolsas americanas estão próximas das máximas e vem subindo de maneira consistente desde a crise de 2008. No início da pandemia (2020) houve um estresse agudo e intenso, mas rapidamente recuperado.

Curiosamente, existem vários estudos mostrando que as bolsas americanas têm um estresse momentâneo no início (ou um pouco antes) do começo do corte da taxa de juros pelo FED. Assim, num primeiro momento as bolsas caem por alguns meses, e depois sobem por anos, de maneira consistente.

Acho que a famosa estratégia lá fora de 60/40 poderá funcionar bem no ano de 2024, isto é, 60% em renda fixa e 40% em renda variável.

Mas é preciso fazer uma boa seleção dos ativos. Alguns ativos estão muito esticados.

O dólar no mundo tende a se enfraquecer frente às principais moedas, em virtude do FED Pivot. Esse seria o caminho natural.

Para finalizar, é possível que tenhamos muita volatilidade no mercado americano em razão do ano eleitoral. E isso afeta praticamente todos os mercados.

Fique tento e aproveite as oportunidades – exageros do mercado, tanto no otimismo, quanto no pessimismo.

Um ótimo Ano Novo para todos. Muita saúde, alegria e paz!

MJR

*Disclaimer: esse texto tem apenas um caráter educativo e não é uma recomendação de investimentos. E mais. Investimentos em renda variável podem gerar prejuízos.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

IBOV e bolsas americanas – Atualização 15/12/2023


 IBOV e bolsas americanas – Atualização 15/12/2023

Os mercados acionários mundo afora "bombaram" em novembro e na primeira metade de dezembro. Uma valorização exponencial.

Daí fica o grande ensinamento e o motivo pelo qual o investidor não pode ficar totalmente fora da bolsa de valores. As vezes, algumas semanas fazem toda a diferença no desempenho anual do portfólio.

Na Europa a maioria dos principais índices está nas máximas ou perto delas.

O IBOV e o Dow Jones fizeram novas máximas históricas nessa semana – 131.661 e 37.347 pontos, respectivamente.

O S&P está quase lá. Já a Nasdaq (bolsa americana das empresas de tecnologia) ainda está a 10% de sua máxima histórica. Importante salientar que a Nasdaq foi a bolsa americana que mais subiu na pandemia e que, possivelmente por isso, não renovou a máxima histórica.

O motivo de tanta euforia é a drástica redução dos juros futuros de 10 anos nos EUA. Se, em outubro passado, a taxa ultrapassou os 5% ao ano, agora está abaixo dos 4% (3,90%). E isso faz toda diferença, tanto no rerating das empresas (cálculo do valor das ações pelo fluxo de caixa descontado) como na redução do custo de capital, especialmente para as empresas mais alavancadas (endividadas) e para aquelas empresas com maior potencial de crescimento (menor taxa de juros nos financiamentos).

E mais. Na última quarta-feira o presidente do FED animou ainda mais os investidores com um discurso mais dovish (suave) e com um possível corte de juros na FED Funds Rate já em 2024.

No Brasil a Selic continua em queda (atualmente em 11,75% ao ano), a inflação controlada (abaixo do 5% ao ano) e o PIB superando as expectativas do mercado. O que preocupa os investidores é a situação fiscal do país e o clima político, apesar do avanço de algumas reformas em 2023. Todavia, esses fatores não afetaram o desempenho da bolsa brasileira nesse último trimestre.

A sazonalidade (fim de ano) também traz bons ventos para os ativos de risco. Mas, fique atento, pois nessa última sexta-feira (15) aconteceu o vencimento de contratos futuros do S&P nos EUA e de opções no Brasil, e isso pode afetar a dinâmica dos mercados.

Mas será que as bolsas não foram longe demais nesse último movimento? E será que não foi rápido demais?

Na minha opinião sim.

Apesar da ótima perspectiva que tenho para o IBOV em 2024, uma correção se faz necessária.

Acho que por estarmos no fim do ano, ela possivelmente não virá agora (é possível que subamos para um pouco nos últimos dias do ano), mas deverá ocorrer em algum momento do começo de 2024.

O que fazer nesse restinho de ano?

Primeiramente, curta o Natal e as festas de final de ano com os familiares, amigos e colegas de trabalho. É tempo de alegria e confraternização.

Do lado financeiro aproveite o bom momento, mas não deixe de realizar parcialmente seus lucros, em especial naquelas empresas que mais subiram.

Fortaleça seu caixa em ativos pós-fixados e com liquidez imediata. Oportunidades poderão surgir no futuro.

Não deixe a euforia tomar conta de você. Aproveite o bom momento, mas com moderação.

Por último, onde investir em 2024, Brasil x EUA?

Acho que dessa vez o IBOV poderá ter um desempenho relativo melhor, como acredita o analista da ICAP, Marink Martins, que sempre nos mostra isso nos seus textos contendo muita fundamentação e informação.

Eu vou continuar investindo nos dois países, mas concordo que o potencial da bolsa brasileira é maior para os próximos 12 meses e, por isso, vou priorizar “um pouco” os ativos locais.

Todavia, no campo da renda fixa, talvez lá tenhamos as melhores oportunidades (para aproveitar o provável FED Pivot).

No Brasil já tivemos um ótimo desempenho dos títulos de renda em 2023.

Assim diversifique sua carteira. Esse é o maior melhor conselho.

Bons investimentos e Boas Festas!

MJR

*Disclaimer: esse texto tem apenas um caráter educativo e não é uma recomendação de investimentos. E mais. Investimentos em renda variável podem gerar prejuízos.



quinta-feira, 23 de novembro de 2023

Thanksgiving – IBOV e EUA: Atualização 23/11/2023



Do meu último post para cá, 23 de novembro, as bolsas americanas e a brasileira dispararam: alta de 7% a 10% nos EUA e cerca de 12% por aqui, só no mês de novembro, que nem terminou.

Impressionante.

Comentei no último post que a virada do mês de outubro para novembro já mostrava bons agouros para os ativos de risco, por aqui e lá.

O motivo principal do otimismo era a queda na taxa de juros de 10 anos nos EUA que tinha começado a recuar, após superar os 5% ao ano. Lembrando que essa taxa baliza praticamente todos os ativos de risco no mundo, tanto em renda fixa, como em renda variável.

Assim, eu esperava por alta em novembro, mas confesso que a magnitude do movimento me surpreendeu. E muito!

Outros dados publicados no decorrer do mês de novembro mostraram que a economia americana não estava tão forte como parecia. A súbita de juros nos EUA, iniciada em 2022, dessa vez, teve um efeito mais tardio do que o habitual, e o landing foi postergado para 2024.

Desta forma, é possível que o FED não suba mais a taxa de juros à vista (5,25 - 5,5% ao ano), e é possível que os juros possam ceder em 2024. 

Posto isto, a boa sazonalidade me permite sugerir que o movimento de alta continuará em dezembro, apesar do estado "sobrecomprado".

Uma correção por alguns dias seria muito interessante para os ativos de risco ganharem fôlego e atingirem novos highs, mas não sei se ela ocorrerá ainda em 2023.

Então, o que fazer? (que não são recomendações, apenas opiniões)

Mantenha as posições compradas em bolsa, mas realize parcialmente seus lucros nos ativos que mais subiram.

Fortaleça o caixa. Boas oportunidades podem surgir em eventuais correções.

O mês de novembro tem gerado boas oportunidades no Tesouro Direto, especialmente nos títulos mais longos e vinculados à inflação.

Se você dominar um pouco mais o mercado, compre alguns seguros no mercado de opções (puts) e no mercado futuro (venda de minicontratos), mas sem exageros, pois a tendência atual é de forte alta. É apenas uma proteção para a carteira.

Não aposte puramente na venda! Operar contra a tendência não é boa ideia.

E para 2024?

Lá, é outra conversa.

Aproveite o feriado do Thanksgiving nos EUA e agradeça suas conquistas no ano e a “boa safra” de novembro.

E não exagere na Black Friday, guarde seu suado dinheiro para fazer novos mais investimentos.

Não troque ativos por passivos. Faça o contrário!

Bons investimentos.

MJR

*Disclaimer: esse texto tem apenas um caráter educativo e não é uma recomendação de investimentos. E mais. Investimentos em renda variável podem gerar prejuízos.

quinta-feira, 19 de outubro de 2023

Ativos de risco no Brasil continuam caindo

 


Ativos de risco no Brasil continuam caindo

Update - 19 outubro de 2023

Não bastasse todos os problemas do mundo, surgiu mais uma guerra.

Além do caos humanitário no oriente médio (situação muito deprimente e lamentável), o medo da disparada do petróleo em âmbito mundial pressiona ainda mais os juros americanos de 10 e 30 anos – cerca de 5% ao ano (maior patamar em mais de 15 anos).

O raciocínio é simples: o processo inflacionário em curso no pós-pandemia poderá recrudescer com mais vigor, caso o petróleo dispare ainda mais.

O combustível fóssil interfere diretamente nas mais variadas cadeias produtivas mundiais e também no dia a dia das pessoas. Basta você frequentar um posto de combustível para comprovar o efeito colateral.

Como comentei em posts anteriores, enquanto os juros americanos não cederem ou, pelo menos, se acomodarem, os ativos de risco vão continuar sofrendo.

Grosso modo, os juros futuros nos EUA impactam em praticamente todas as taxas de juros dos países mundo afora. A referência dos juros nos EUA é para o mundo, igual a taxa Selic é para os demais ativos financeiros no Brasil.

Por aqui, as notícias econômicas são mais animadoras: inflação mais comportada, PIB de 3% no ano de 2023 e a Selic em tendência de queda (se os juros americanos colaborarem). O cenário político e fiscal, menos animador, segue no radar, mas por enquanto em segundo plano.

Todavia, no momento, o cenário externo é mais preponderante. E o menor fluxo de dinheiro pressiona ainda mais as ações negociadas na bolsa de valores.

Exceto, as petrolíferas nacionais, com destaque para a Petrobrás e a Petrorio, quase tudo na B3 tem caído, e como muito vigor, especialmente as Small caps e as ações de varejo.

Literalmente grande parte das ações brasileiras estão numa grande liquidação, mas por enquanto, os “clientes” não querem comprar durante essa “tempestade perfeita” de curto prazo. Até quando? Ninguém sabe.

As pessoas físicas ainda estão embriagadas com o alto rendimento da renda fixa e seguem longe da B3. Os fundos de investimentos locais continuam sob a sangria dos saques diários (mais saques, mais venda de ativos pelos fundos, mesmo a preços irrisórios, e mais pressão vendedora na B3) e os estrangeiros ainda aguardam um cenário melhor para um retorno mais vigoroso ao Brasil.

Dessa forma, só nos resta esperar. O curto prazo está muito desafiador. Mas para aqueles que têm paciência e apetite por risco em momentos de pânico, um horizonte maior para seus investimentos poderá ser muito recompensador.

Lembrando que quase sempre, as descompressões nos preços das ações são poderosas e rápidas: altas vigorosas num curto período de tempo. Por isso, não é recomendável esperar por dias melhores para começar a montagem de uma carteira mais arriscada. Obviamente, é preciso respeitar o perfil de risco de cada um.

Um detalhe importante: a sazonalidade atual é favorável. Historicamente, o último trimestre de cada ano, em geral, é muito bom para as bolsas de valores.

E por último. Também vejo oportunidades em renda fixa. Exemplo: títulos vinculados à inflação (com ganho real) estão pagando IPCA + quase 6% ao ano. Uma bela pedida para aqueles que têm sangue frio e não ficam preocupados com a marcação a mercado de curto prazo – a propósito nos EUA, títulos semelhantes (os Tips) estão pagando inflação + 2,5%. Maior patamar de retorno em anos.

Aproveite com moderação!

MJR

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

 



Juros futuros nos EUA “sangram” os ativos mundo afora!

Atualização mensal – 04 de outubro de 2023

Malgrado a FED Funds Rate ter ficado estável (5,25 – 5,50%), os juros futuros americanos de 10 e 30 anos dispararam no mês de setembro. Por exemplo, a taxa de 10 anos subiu cerca de 80 pontos-base e se aproximou dos 5,0% ao ano – algo inacreditável para os “juros-zero” pós-pandemia.

A dinâmica dos juros futuros de 10 anos nos EUA afeta diretamente todos os ativos no mundo, tanto os de renda fixa como os de renda variável.

Quase tudo caiu em setembro: ouro, renda fixa no Brasil e nos EUA, bolsas americanas e brasileira, dentre outros. Se salvaram apenas os títulos de curto prazo nos EUA (Bills) e o CDI no Brasil (pós-fixados).

O dólar index também disparou – mais juros nos EUA, mais força do dólar americano frente a outras moedas – e por aqui o dólar ganhou muita força contra o real (atualmente cotado em 5,13)

Para piorar o cenário desolador, o barril do petróleo seguiu em forte alta (questões geopolítica e de oferta e demanda), pressionando ainda mais as expectativas inflacionárias – mais inflação, mais juros.

Posto isto, enquanto os juros futuros americanos não se acomodarem ou recuarem, os ativos mundo afora vão continuar sofrendo.

E mais. A forte alta de juros nos EUA, em breve, poderá quebrar algum setor da economia americana. Talvez, uma questão de tempo. Daí o tal do “hard landing” poderá ser instalado e a recessão aterrissar na América.

As bolsas americanas cederam razoavelmente nos últimos três meses e atingiram suportes interessantes. E é óbvio que podem cair ainda mais, mas nesses níveis, alguns ativos já estão interessantes – várias casas de análise apontando nessa direção.

O problema é nadar contra a maré em mar extremamente revolto. Sempre é muito difícil montar posições nesse cenário. Mas, é justamente nas crises agudas, que temos as melhores oportunidades.

No Brasil o cenário é muito semelhante, porém com a cereja do bolo: o fluxo estrangeiro continua muito ruim para a B3, afetando ainda mais a cotação dos ativos brasileiros.

O IBOV já recuou mais de 10 mil pontos em relação ao topo de julho (de 123 para 113 mil pontos). E vários ativos, inclusive alguns de alta qualidade, caíram fortemente nos últimos meses.

Os títulos prefixados e os indexados à inflação também voltaram a ceder e, atualmente, oferecem taxas de juros próximas aos picos desse ano (por exemplo, título IPCA Inflação, vencimento 2045, pagando IPCA + 5,96% ao ano). Lembrando que nesse período a Taxa Selic caiu de 13,75% para 12,75%, e possivelmente cairá mais 100 pontos-base ainda em 2023.

Para os menos habituados ao tema, os juros à vista (Selic) são determinados pelo Banco Central e os juros futuros são negociados livremente na B3 e sofrem influência de vários fatores, incluindo a expectativa inflacionária, a situação fiscal do governo federal e os famigerados juros de 10 anos nos EUA.   

O que fazer? Por enquanto, é preciso ter muita paciência e manter os planos de longo prazo numa carteira diversificada. Para quem tem estômago forte e fôlego (caixa disponível), aproveitar o momento atual para reforçar as posições seria um movimento muito interessante.

Obviamente, sem exageros, pois ainda não temos uma luz no fim do túnel, e o que está barato poderá ficar ainda mais barato. Palpite: a luz está próxima de ser avistada!

É justamente nesses momentos de total aversão aos ativos de risco, que temos as grandes oportunidades no mercado financeiro, tanto em renda fixa, como em renda variável. Aqui, e nos EUA.

Seja resiliente e convicto nas suas decisões. Dias melhores virão.

Por último, uma dica simples: fique longe de ativos problemáticos e empresas endividadas. Compre bons ativos e pagando barato. É tempo de barganhas!

Bons investimentos!

*Para conferir todos os posts recentes do autor, acesse o site: www.investircadavezmelhor.com.br

MJR

*Disclaimer: esse texto tem apenas um caráter educativo e não é uma recomendação de investimentos. E mais. Investimentos em renda variável podem gerar prejuízos.



sexta-feira, 2 de junho de 2023

A taxa Selic vai cair - Update!

 



Fechamento do mês de junho 2023

Em meados de março desse ano publiquei um vídeo: a Taxa Selic vai cair!

Naquela época a queda da Selic não era consenso entre os analistas e gestores.

Todavia, o mercado começou a reduzir os juros futuros, aspecto que ficou muito claro no desempenho dos títulos do Tesouro Direto e também na valorização dos fundos imobiliários.

O IBOV demorou um pouco mais a reagir e fez fundo apenas na segunda quinzena de março.

No momento atual, após a aprovação do novo arcabouço fiscal no congresso e o arrefecimento da inflação nos últimos dois meses, a queda da Selic para os próximos meses é quase um consenso. Provavelmente começará na reunião de agosto.

E isso muda muito. Praticamente todos os ativos no Brasil sofrem interferência direta da taxa básica de juros.

Historicamente existe uma correlação inversa entre os juros e os ativos de risco. Mercado de ações, fundos imobiliários e títulos prefixados se beneficiam fortemente da queda de juros.

No mercado de ações, as Small Caps, as empresas mais endividadas e as empresas de crescimento são as grandes beneficiadas.

As chamadas “cíclicas domésticas” devem subir fortemente com a queda de juros (já estão subindo), após serem massacradas com a forte subida nos juros desde 2021. Exemplo: a Magazine Luíza precisará subir mais de 600% para voltar ao patamar de dois anos atrás.

Todavia, muitas empresas não conseguirão esse retorno. E é por isso que a seleção de ativos é muito importante. Se você não tem competência ou paciência, priorize os ETFs. E lembre-se, o ETF SMAL11 deverá andar mais do que o BOVA11.

Para finalizar, o cenário externo. Lá fora o clima está mais calmo. O FED em breve vai parar de subir os juros. E possivelmente no final de 2023 ou começo de 2024 os juros podem cair nos EUA. E isso impactará em todos os ativos no mundo. A recessão esperada pode não ocorrer ou ser muito mais branda do que o esperado.

O FED pivot (inflexão dos juros para baixo) deverá enfraquecer o dólar americano, impulsionar as bolsas americanas e direcionar mais dinheiro para os emergentes.

Existem riscos? Claro. Não existem certezas no mercado financeiro!

O recrudescimento da inflação, a piora política e fiscal no Brasil e o enfraquecimento das commodities por um longo tempo podem prejudicar os ativos no Brasil.

Assista o vídeo no Youtube para mais detalhes. 

https://youtu.be/WrN9zPxUxAs

É hora de repensar a carteira de investimentos. Ainda dá tempo!

MJR

*Disclaimer: esse texto tem apenas um caráter educativo e não é uma recomendação de investimentos. E mais. Investimentos em renda variável podem gerar prejuízos.



terça-feira, 2 de maio de 2023

Fechamento do mês de abril de 2023

 



Recessão nos EUA - O que fazer com seus investimentos?

Se em 2022 o assunto principal no mercado financeiro mundial foi a inflação, em 2023 a possível recessão nos EUA é o tema de destaque.

Eu particularmente acho que ela poderá chegar nos próximos meses, mas será rápida e mais branda do que o mercado espera. Um singelo pitaco.

Os juros nos EUA estão próximos do fim do ciclo de alta. Isso é fato. Amanhã o FED deverá aumentar os juros americanos em 25 pontos-base – 5.0 a 5.25% ao ano – quase consenso do mercado. O teor do comunicado que gera um pouco mais de dúvidas.

Quando os juros americanos cairão (FED Pivot)? Pergunta que vale alguns milhões de dólares. Eu acho que cairá no final de 2023 ou começo de 2024. Apenas um palpite.

O mais importante é saber que os juros por lá estão perto da máxima e que cairão em algum momento do futuro. E isso impactará em praticamente todos os ativos no mundo.

Para finalizar lá fora, acredito que o mantra americano “sell in may and go away” está mais válido do que nunca. Mas continuo muito otimista com as bolsas americanas a partir do segundo semestre de 2023.

Por aqui, Brasil, temos a seguinte situação:

A inflação perdeu força, mas continua alta e resiliente, acima da meta.

O Copom deverá manter a taxa Selic em 13,75%, mas poderá sinalizar queda para algum momento do futuro, de acordo com a evolução das premissas fiscais em andamento no congresso e da ancoragem futura do processo inflacionário.

O dólar continua perdendo força frente ao real, mas no patamar atual, acredito que é um bom hedge de carteira. O ouro também continua brilhando como um ótimo hedge global.

Enquanto isso, apesar da pequena alta em abril, a bolsa brasileira continua às minguas. Muito barata, mas ninguém quer. Até quando?

Assista o vídeo de hoje do meu canal no Youtube, aonde apresento e comento muito mais detalhes sobre o cenário atual de mercado e o que fazer com sua carteira de investimentos.

https://youtu.be/MtpLt2ZfWwY

MJR

*Disclaimer: esse texto tem apenas um caráter educativo e não é uma recomendação de investimentos. E mais. Investimentos em renda variável podem gerar prejuízos.