domingo, 1 de dezembro de 2019

Será que teremos Rally da bolsa em dezembro?




Todas as vezes que adentramos o mês dezembro, um questionamento vem à tona: teremos ou não rally de final de ano?

A bolsa brasileira já subiu mais de 23% de janeiro a novembro deste ano. Praticamente quatro vezes o desempenho da renda fixa (pós-fixada). Um ganho significativo. E obviamente todos os investidores de renda variável querem mais.

Sempre é bom lembrar que o fechamento de dezembro é icônico para os gestores de fundos de investimentos. É o mês de fechar o desempenho do ano. É o mês que marca a perfomance do fundo frente a outros produtos.

Ano passado não tivemos rally. O IBOV ficou de lado. O que foi muito bom, considerando a “sangria” do mercado americano em dezembro passado.

Neste ano o mercado externo está em alta por três meses consecutivos, nas máximas históricas, e, por enquanto, não há sinais gráficos de reversão.

Por aqui, o desempenho da economia é surpreendente. Já estamos colhendo bons frutos do ajuste fiscal e de outras reformas realizadas desde 2016.

Graficamente, o IBOV está pronto para novos patamares. Nas últimas duas semanas, o IBOV começou em baixa e fechou próximo das máximas. Um excelente sinal altista.

Desta forma, acredito que teremos alta nas próximas três semanas do ano (a última semana não conta, pois o Natal estará encravado no meio da semana e o mercado perderá sua liquidez habitual).

Meu alvo por Fibonacci: 113 a 115 mil pontos. Um potencial de alta de 5 a 6%, o equivalente a um ano de renda fixa. Para isso o IBOV não poderá perder os 105 mil pontos em fechamento.

Por último, uma constatação: as ações de empresas de menor porte (Small Caps) estão com um desempenho melhor do que as Blue Chips. Um aspecto típico do Bull Market estrutural: primeiro andam as grandes empresas, depois as menores. Quer uma prova cabal disso? Enquanto o BOVA11 subiu pouco mais de 8% desde o último fundo em outubro, o SMAL11 subiu 11%.

Assim, equilibre sua carteira para os próximos dias e, principalmente, para os próximos meses.

Em breve comentarei quais os setores da economia que poderão “performar” melhor em 2020. Até lá!

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.





quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A polêmica da semana: alta do dólar.




“Acostumem com os juros baixos e o dólar caro por um longo tempo”. Essas foram as palavras de Paulo Guedes em evento nos EUA na última segunda-feira à noite.

No dia seguinte, 26/11, o dólar disparou e bateu 4,28 reais, a maior cotação nominal do Plano Real. No fim do dia a moeda americana cedeu, após duas intervenções do Banco Central no mercado à vista, e fechou a 4,24.

Até onde a desvalorização do Real pode chegar? Se o atual cenário econômico no Brasil é muito melhor do que em 2015, por que o dólar continua em alta?

Prever a cotação do dólar é uma missão quase impossível. Devemos assumir a nossa ignorância. Há quem diga que o dólar é o cemitério dos analistas financeiros. Um destruidor de reputações.

Não tenho a menor ideia do valor futuro do dólar, nem para o fim deste ano e muito menos para 2020. Todavia, cito alguns pontos relevantes que norteiam a relação dólar / Real:

1.       A apreciação do dólar é um fenômeno mundial. Praticamente todas as outras divisas perderam valor frente à moeda americana em 2019. “Economia forte é igual moeda forte”, como dizem por aí. A economia americana continua com excelente desempenho.

2.      
As recentes manifestações populares em países vizinhos da América Latina e a eleição na Argentina ajudaram na desvalorização das moedas dos países emergentes, incluindo o Brasil.

3.      
A forte queda dos juros no Brasil tem significativa contribuição na desvalorização do Real. Antes os investidores tomavam dinheiro emprestado nos países desenvolvidos (a juros muito baixos) e aplicavam na renda fixa por aqui, o chamado “carry trade”, e ganhavam no diferencial das taxas de juros. Porém, com a queda da Selic, a operação já não faz mais sentido (maior risco), acabando com a “mamata” dos estrangeiros, e, por conseguinte, determinando a saída de dólares do Brasil (e não fará falta: capital puramente especulativo).

4.      
Em 2019, o Governo Federal está negativo em “conta corrente”, isto é, grosso modo, com déficit em dólares, o que gera maior pressão sobre o câmbio.

5.      
Com os juros reduzidos no Brasil, várias empresas trocaram suas dívidas em dólares por financiamentos locais. Mais uma vez, a maior saída de dólares gera desvalorização do Real.

6.      
Esperava-se que o leilão da sessão onerosa do pré-sal promovesse uma entrada de dólares no país, o que não ocorreu.

7.      
Em 2019 o estrangeiro continua afastado da bolsa brasileira, a B3. A alta foi concentrada em investidores locais.

8.      
A moeda americana é um hedge natural para os investimentos no Brasil. Compra-se bolsa e compra-se dólar também, em menor proporção, é claro: proteção de carteira.

9.      
Por outro lado, vários bons analistas e gestores que sigo, acreditam que o câmbio atual, por fundamentos econômicos, deveria estar entre 3,90 e 4,10 reais, abaixo da cotação atual.

10.  
E mais, em 2020, a melhora do PIB e a aprovação de novas reformas poderão fortalecer o Real. Mas é impossível prever o momento que isso acontecerá.

Posto isso, “acostume-se com o dólar caro”, pelo menos nos próximos meses. E mais. Mantenha uma pequena parcela do seu portfólio aplicado em dólares. A combinação de ouro e dólar é a melhor opção para proteger seus investimentos.

MJR

sábado, 23 de novembro de 2019

IBOV retoma a alta.




Como previsto, o IBOV após romper o topo histórico no final de outubro, buscou os 110 mil pontos no começo de novembro, 109.671 para ser preciso, e depois recuou nas últimas semanas. Uma correção natural! 

Encontrou suporte na faixa dos 105 / 106 pontos (antigo topo histórico), e desde a última quinta-feira (21) subiu fortemente, mais de 2,6% em dois dias.

O índice está seguindo à risca o Bull Market. Ao que tudo indica buscaremos os 113 a 115 mil pontos ainda neste ano – projeção de Fibonacci. E melhor. Não descarto uma esticada ainda maior até os 120 mil pontos.



Sempre é bom ressaltar que até o momento os estrangeiros ainda entraram na bolsa brasileira. A alta do IBOV está concentrada nos investidores locais. Mas, segundo reportagem da Infomoney desta semana, vários bancos americanos importantes já indicaram exposição à bolsa brasileira acima da média.

No cenário doméstico a situação está ficando cada vez melhor. No mês de outubro tivemos a maior criação de empregos para o mês nos últimos tempos. Os números da produção industrial também foram ótimos. É a economia local mostrando sinais claros de reação.

Mais uma vez, repito, o ano de 2020 pode surpreender muita gente. Um crescimento do PIB acima dos 4% é possível. Aguardemos.

Um acordo comercial temporário entre os americanos e os chineses pode sair a qualquer momento, e isso favorecerá os países emergentes.

Outro ponto importante: nos últimos meses as ações de empresas médias e pequenas estão com desempenho superior às blue chips, e isso é mais uma prova do apetite do investidor. Num Bull Market, primeiro andam as grandes empresas e depois as outras. Assim, diversifique seu portfólio. 

Uma maneira fácil de investir em pequenas empresas é comprar o ativo SMAL11, que é um ETF de pequenas empresas. Você investe em várias empresas comprando apenas um ativo.

Ainda vejo como maior risco o cenário externo: final do ciclo de alta nos países desenvolvidos (o mais longo da história), o menor crescimento global, as eleições americanas em 2020 e o acirramento da guerra comercial EUA-CHina.

Um risco possível, mas ainda improvável, é uma “contaminação” no Brasil das recentes revoltas populares em países vizinhos. Um quadro mais sério poderia aniquilar a retomada do crescimento no Brasil. Mas, ao que tudo indica, essa possibilidade, por enquanto, me parece remota. Tomara.

MJR



sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Topo histórico rompido. E agora José?





Como previsto por mim no último post, o IBOV rompeu o topo histórico, e no dia de hoje fez nova máxima, acima dos 108 mil pontos.

Qual será o objetivo para os próximos dias e semanas?

Sempre que um ativo rompe sua máxima histórica, a previsão para os próximos alvos é uma tarefa mais complicada, pois, teoricamente, não existem “barreiras” ou resistências antigas

Resumindo: caminho livre pela frente.

Usando as projeções de Fibonacci, o próximo alvo seria 110 mil pontos pelo último movimento de alta ou 112 mil pontos baseado na alta de maio a julho deste ano.

Alvos maiores podem ser atingidos ainda em 2019. Eu, particularmente, acredito nisso. 

Palpite? 118 a 120 mil pontos.

Mas, no curtíssimo prazo acho que o IBOV poderá recuar um pouquinho nos próximos dias (pullback), antes de retomar a alta. É preciso tomar “fôlego”. O recuo até a faixa de 104 a 105 mil pontos seria uma correção muito saudável.

Entretanto, não me surpreenderia, se o IBOV continuasse em alta nos próximos dias, sem maiores correções. O movimento ocorrido entre maio e julho deste ano foi de 20%. Na atual pernada de alta “só” temos 8% de ganhos.

A verdade é que a conclusão da reforma da previdência sedimenta de forma definitiva e categórica o controle das contas públicas. As próximas reformas são importantes, mas a principal já foi executada.

A combinação de juros baixos, inflação controlada e ajuste fiscal encaminhado é uma mistura perfeita para a retomada do crescimento, que já está curso.

O ano de 2020 deverá surpreender positivamente muita gente!

A única ressalva – como já comentei inúmeras vezes – é o mercado externo. Uma crise por lá afetará os ativos por aqui, mesmo que de forma mais amena e pontual. Se lá, eles estão num final de ciclo expansão (10 anos), por aqui mal começamos.

A divulgação dos balanços trimestrais e a sazonalidade devem favorecer a caminhada do IBOV.

E mais, nunca se esqueça da força de um BULL MARKET. Siga a tendência!

Aguardemos.

MJR




sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Semana decisiva para o IBOV




Na próxima semana, entre os dias 21 a 25 de outubro, o IBOV terá um momento decisivo.

Como comentei no começo do mês de outubro, o índice se recuperou fortemente após atingir o suporte em 100 mil pontos no começo de outubro (Bingo de novo para quem acompanha o Blog!).

Os dois primeiros alvos citados por mim foram atingidos: 104 e 106 mil pontos. Na verdade a máxima foi de 105.891, mas isso é irrelevante.

Desta forma, o IBOV fez um topo triplo na faixa dos 106 mil pontos: em julho, setembro e outubro.

Aprendi nos últimos 10 anos estudando os gráficos que, qualquer ativo ao fazer um topo triplo, tem uma forte movimentação nos preços pela frente: ou romperá a resistência ou corrigirá fortemente.

Qual será o destino do IBOV em minha opinião?

Acho que o IBOV romperá o topo histórico em breve, talvez na semana que vem. Mesmo sabendo que meu palpite é contrário à opinião de um grande mestre da renda variável, Ivan Sant’Anna. Ele, em postagem recente, acredita que o IBOV já fez a máxima do ano, em julho. Aguardemos.

A correção que começou na última quinta-feira (17/10) deverá ser leve e durar poucos dias, e isso ajudará o IBOV a ganhar força compradora para romper com convicção a resistência. Essa é a minha aposta.

Seguem algumas ponderações que suportam o meu otimismo:


1.      Ao que tudo indica, finalmente, a reforma da previdência será votada e aprovada em segundo turno no dia 22/10. Ufa! Mesmo com todas as lambanças do PSL, o partido do Presidente; as peripécias do comandante e de seus asseclas parecem que não afetarão a área econômica. O Paulo Guedes deveria ganhar um Nobel de Economia.


2.      Após a aprovação da reforma é provável que o fluxo de investimento dos estrangeiros volte de maneira mais intensa.


3.      O dólar americano claramente perdeu o ímpeto de alta dos últimos dois meses. Mesmo com as notícias ruins recentes, a moeda americana não conseguiu atingir novos topos e já mostra sinais de fraqueza.

4.      Na próxima semana teremos o início da divulgação dos resultados das companhias de capital aberto. Vários bons analistas afirmam que teremos gratas surpresas.

5.      O leilão da sessão onerosa do pré-sal deverá ocorrer em novembro, após acordo de partilha da receita, aprovado no Senado na última semana. Isso injetará 100 bilhões nos cofres públicos (União, Estados e Municípios) e na Petrobrás.

6.      A inflação continua controlada. O IPCA de setembro foi muito baixo. E os juros básicos caminham para patamares baixíssimos. Talvez os juros reais no Brasil fiquem negativos. Quem imaginaria isso num passado recente?

7.      Os sinais de retomada do crescimento são notórios. Esqueça a opinião da mídia não especializada. Cito dois exemplos. Empregos: em setembro houve a criação de mais de 157 mil postos de trabalho com carteira assinada, sendo o melhor resultado para o mês desde 2013. Mercado imobiliário: aqui em Goiânia o setor já está “bombando”. Na cidade de São Paulo também. E isso deve está acontecendo em outros centros... O último empurrão para a volta completa do crescimento será a retomada do crédito, pois os Bancos ainda continuam exagerando nos juros.

8.      Lá fora, por enquanto, é improvável uma queda mais brusca dos mercados ainda em 2019. A serenidade temporária no exterior nos favorece. Já para 2020, a história pode ser bem diferente.

9.      Usualmente o último trimestre de cada ano costuma ser positivo para as bolsas de valores. O indicador OBV mostrou um alto fluxo financeiro na última pernada de alta, o que favorece o rompimento do topo histórico. E mais, a tendência do IBOV é claramente de alta desde janeiro de 2016. A única situação gráfica que me incomoda é uma divergência no MACD no gráfico diário. Afora isso, tudo corrobora para o rompimento do topo histórico.




10.  Por último: a ampliação da migração dos investidores de renda fixa para a renda variável será inexorável, incluindo os grandes fundos de investimentos.


Apesar dos ventos favoráveis temos que ter a ciência que o mercado financeiro nem sempre é previsível, e que o Brasil não é para amadores. E mais. Cisnes negros podem surgir a qualquer momento.

Assim, não exagere na dose de otimismo e balanceie sua carteira. Nada de riscos em excesso. E não se esqueça de acrescentar os ativos de proteção.

Bons investimentos!

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.






sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Atualização extraordinária




No dia de ontem o IBOV começou em queda e terminou o dia em alta, o que gerou um sinal interessante para a retomada do movimento de alta no gráfico diário. Veja imagem anterior.

A retração de 61,8% de Fibonacci e o fundo ocorrido no começo de setembro seguraram os preços.

Apesar do volume não ter sido muito relevante, foi razoável, ficando na média dos últimos 20 pregões.

E mais. No dia de hoje, tecnicamente, o sinal de ontem foi confirmado pela superação da máxima de ontem.

Esse sinal de recuperação dos preços somente será revertido se perdemos a mínima de ontem, 99.826, no dia de hoje ou nos próximos pregões.

Próximos alvos: 104 mil pontos (média de 20 períodos), 106 mil pontos (topo anterior) e 110 mil pontos (projeção de Fibonacci).

Outros pontos positivos:

O mercado americano também reagiu e isso ajuda o movimento por aqui.

Vários ativos importantes do IBOV estão em zonas de suporte.

O dólar recuou fortemente nos últimos dias.

Bons investimentos!

MJR



quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Atualização – Outubro 2019





Bingo. Acertei de novo.

No dia 19 de setembro escrevi que o IBOV tinha sinalizado uma correção no curto prazo.

Após alguns dias de queda leve, ontem o mercado brasileiro “despencou”.

Os motivos principais foram: a derrota do Governo na votação de um dos destaques no Senado Federal, com perda de quase 80 bilhões no ajuste da previdência, e também o cenário externo nebuloso.

No dia de hoje, o mercado volta a cair (escrevo essa coluna na hora do almoço). Todavia devemos acompanhar de perto o pregão de hoje, pois atingimos o objetivo principal da correção: 100 mil pontos.

Até poderemos cair um pouco mais, pois o nível de 97 mil pontos é outro fortíssimo suporte, mas a perda deste último patamar é improvável.

Assim, é preciso ficar de olho para o surgimento de sinais de compra, hoje e nos próximos dias.

Para os investidores de longo prazo, as correções, como essa, são presentes do mercado.

Aproveite com moderação!

MJR

As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.