sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Atualização – O que esperar do IBOV para as três próximas semanas de novembro?




Desde o fim das eleições, nas duas semanas seguintes, o IBOV ficou no zero-a-zero. Fechou no dia de hoje em 85.641 pontos. Na véspera do segundo turno, sexta-feira, a cotação era praticamente a mesma, 85.719 pontos.

Apesar do resultado final, a volatilidade do IBOV foi intensa nestas duas semanas. Abriu em forte GAP na segunda-feira pós-eleição e depois recuou fortemente no mesmo dia. Em seguida, subiu fortemente por quatro dias, acompanhando o exterior, e a partir da última terça-feira, devolveu todo o ganho.

Alguns pontos importantes:

1.      Apesar do cenário interno favorável para os ativos de renda variável, o mercado externo continua complicado. Se por lá “azedar” de vez, o IBOV não sairá ileso.

2.      Aqui no Brasil, os estrangeiros seguem fortemente vendidos no mercado à vista e no mercado futuro. Enquanto isso não mudar, o IBOV não irá muito longe. Relembrando, os estrangeiros representam 52% dos investidores da B3.

3.      Os grandes fundos nacionais também estão subalocados em bolsa.

4.      A possibilidade de retomada da economia local é muito provável nos próximos meses (anos), o que impulsionará o mercado de ações.

5.      Repito que estamos apenas no terceiro ano de ganhos na bolsa. O ciclo de alta da bolsa iniciado em janeiro de 2016 ainda tem muito chão pela frente.

6.      O objetivo de longo prazo continua incalculável. A cotação atual do IBOV em dólares está em 22.838 pontos. Para que se tenha uma ideia, em 2008, a cotação máxima do IBOV foi de 45 mil dólares. Em geral, após longos períodos em baixa, as bolsas costumam se multiplicar nos períodos seguintes de alta, superando em muito os topos anteriores. Por exemplo, a bolsa brasileira, do fundo em 2002 até o topo em 2008, subiu cerca de 770%.



Posto isto, acredito que as quedas recentes são ótimas oportunidades de aumentar a posição em ações. Em minha opinião o IBOV até pode retomar a alta em breve, mas ainda tem espaço para recuar um pouco mais até os 80 mil pontos (média móvel de 200 períodos do gráfico diário, média móvel de 21 períodos do gráfico semanal e linha inferior do canal de alta).  Essa segunda hipótese me parece a mais provável para o mês de novembro. Aguardemos.

E nunca podemos esquecer que recuos mais intensos podem ocorrer mesmo numa forte tendência primária de alta (BULL MARKET). Por outro lado, ganhos expressivos também podem ocorrer a qualquer momento. Portanto, aplique aos poucos e não fique de fora da bolsa, e nem tente adivinhar os fundos.

Bons investimentos.

MJR

* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.



sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A vitória do Bolsonaro está precificada ou não no IBOV?




Antes de tudo, é bom lembrar que até esse momento, dois dias antes das eleições, a vitória de Jair Bolsonaro é muito provável. Somente um “Tsunami”, nas palavras de Montenegro do Ibope, poderá reverter a grande vantagem do Capitão. Assim, esqueçamos essa possibilidade, pois se ocorresse, seria um “banho de sangue” na próxima semana e a Bovespa teria Circuit-Breaker de repetição.

Bom, voltemos ao cenário mais provável, a eleição do líder nas pesquisas. Aqui, temos a grande questão: a vitória de Bolsonaro já estaria precificada no IBOV, haja vista que costumeiramente o mercado antecipa as notícias: “sobe no boato e cai no fato”.

Após ler a opinião de vários gestores e analistas nas últimas semanas, e comparar com meus estudos  do movimento dos preços neste período, acredito que o IBOV pode disparar na próxima segunda com a vitória de Bolsonaro.

Veja os principais motivos para a minha opinião:

1.       O evento em si é muito RELEVANTE, significa “sepultar” o modelo econômico que colocou o país na maior crise da história.

2.       O mercado claramente embarcou na onda Bolsonaro. Isso ninguém discute.

3.       Após a forte alta do IBOV na segunda-feira após o primeiro turno, os preços recuaram desde então. Ainda não houve euforia no segundo turno.

4.       Um dos motivos para o recuo do IBOV é a forte queda dos mercados americanos. Isso segurou a valorização do índice local.

5.       Uma questão psicológica: uma coisa é um evento ser provável, outra bem diferente, é o fato estar consumado. Em eventos binários isso faz muita diferença.

6.       Mesmo com a alta do IBOV nos últimos 34 meses, desde janeiro de 2016, a participação dos fundos de investimentos locais na Bovespa ainda é muito pequena. E, desde fevereiro de 2018, o fluxo dos estrangeiros também é negativo.

7.       Desde o pico em dólares deste ano, o IBOV caiu mais de 34%, até o fundo em meados de setembro. Mesmo com a alta recente, ainda temos uma queda de 15% em relação ao topo de fevereiro.

8.       O número de contratos em aberto no mercado futuro para o IBOV está em níveis baixos, não condizentes com cenários de incerteza.

9.       E, por último, percebo claramente que a maioria dos gestores e analistas, locais e internacionais, estão otimistas com a economia brasileira e, por conseguinte, com o desempenho dos ativos brasileiros.

Posto isto, concluo que, na minha visão, poderemos ter uma forte alta na bolsa de valores. Por quanto tempo isso durará? Eu não sei. Vai depender da montagem do próximo governo e das medidas que serão propostas e anunciadas.

Mas lembre-se, no mercado financeiro, não existem certezas, e sim probabilidades. Uma vitória da esquerda pode arrasar os ativos brasileiros, pelo menos num primeiro momento. E outra, o mercado pode abrir em alta na segunda-feira, e recuar fortemente em seguida. 

Aguardemos o domingo e a próxima segunda!

MJR



* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.




domingo, 30 de setembro de 2018

IBOV – Atualização outubro 2018 – Gráficos versus urnas.




Pelo gráfico diário, o IBOV está em alta. Após romper o canal de baixa nos dias 17 e 18 de setembro, o índice segue com muita força. Primeiro objetivo: 82 mil pontos. Segundo: 88 mil pontos. Terceiro: 94.600 pontos (projeção de Fibonacci).

Na periodicidade semanal, o rompimento dos 82 mil pontos, gerará um pivot de alta, ratificando as projeções do gráfico diário.

Até o dia de hoje, 30/09, as pesquisas apontam um provável segundo turno entre os candidatos Bolsonaro e Haddad. Sem entrar no mérito de cada candidato, o mercado financeiro já mostrou que a vitória de Jair Bolsonaro impulsionará o IBOV nos próximos meses.

Há algum consenso entre os especialistas que atual patamar do IBOV (80 mil pontos) reflete uma vantagem de 55 a 45% de Bolsonaro sobre Haddad. Posto isto, o resultado das urnas poderá confirmar as perspectivas gráficas.

E se o candidato do PT começar a virar o jogo? A bolsa poderá cair fortemente. A perda dos 74 mil pontos deverá ser o primeiro sinal. Outros suportes imediatos: 69 mil pontos e 60 mil pontos (um recuo ainda mais forte é possível).

E o dólar? Com a vitória de Bolsonaro a moeda americana cairá num primeiro momento para algo entre 3,60 e 3,80 reais, segundo alguns analistas. A vitória do PT provocará uma disparada da moeda: no mínimo 5,0 reais, em minha opinião.

E os juros futuros? No momento em que eu escrevo os juros futuros para 2025 estão cotados em 11,75% (lembrando que a Selic está em 6,50%). Os juros seguirão o caminho do dólar, isto é, se Bolsonaro ganhar, juros em queda, se Haddad vencer, juros em alta. Simples assim.

Mais uma vez, o que estou escrevendo é apenas uma constatação de mercado, e não um julgamento subjetivo. Basta rever as reações do mercado aos últimos acontecimentos, em agosto e setembro.

O que fazer com seus investimentos antes das eleições? Pelos motivos acima citados, de uma maneira simplista e objetiva, acredito que todo investidor deveria ter os seguintes ativos em carteira: bolsa brasileira, dólares, NTNBs (títulos públicos mistos: juros prefixados + correção pelo IPCA) e “caixa”. Entende-se por caixa, a aplicação financeira em renda fixa com liquidez imediata e pós-fixada (Tesouro Selic e Fundos DI). A composição de cada ativo na carteira dependerá do perfil do investidor, do horizonte do investimento e do controle emocional. “Sinais, forte sinais”, como diria um candidato à presidência.

MJR



* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.





domingo, 16 de setembro de 2018

Bovespa sem rumo, à espera das eleições.




O principal índice do mercado brasileiro encontra-se “travado” entre os 74 e 78 mil pontos. Acredito que até o surgimento de um sinal mais confiável sobre o desfecho eleitoral, o IBOV ficará nessa lenga-lenga.

Graficamente, na periodicidade diária, estamos claramente nessa congestão, mas o viés de baixa. Veja o gráfico inicial: perceba que os preços estão oscilando num canal de baixa – linha paralelas em vermelho. O rompimento dos extremos do canal pode ser o primeiro sinal da futura tendência do IBOV.

Enquanto isso o dólar americano atingiu o maior patamar da “era pós-real”. A escalada do dólar reflete o cenário internacional de fortalecimento global da divisa americana e também do cenário local incerto: a compra de dólares é um hedge natural em períodos de incerteza.

Sempre é bom lembrar que a alta do dólar deixa o IBOV ainda mais barato, pois 50% dos investidores da Bovespa são estrangeiros. O IBOV em dólares caiu mais de 34% em relação ao topo de fevereiro de 2018. Uma queda expressiva.

Alguns especialistas apontam que a bolsa poderá corrigir até os 60 mil pontos, numa eventual vitória da esquerda, ou romper a barreira dos 100 mil pontos, caso algum candidato reformista seja eleito.

Posto isto, claramente o divisor de águas é a eleição presidencial. Assim, mais três a seis semanas, a direção do IBOV será conhecida.

Todavia, fique muito atento. O mercado financeiro caminhará para um dos lados antes do fim do pleito eleitoral. Desta forma, os investidores mais arrojados devem se posicionar o quanto antes. Para os mais céticos e desconfiados, aguardar um pouco mais pode ser a decisão mais sábia, mesmo que paguem um pouco mais por isso.

60 ou 100 mil pontos em dezembro de 2018? A sorte está lançada.

MJR

* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.




sexta-feira, 24 de agosto de 2018

A escalada do dólar





Desde o fundo em janeiro de 2018 o dólar subiu frente ao real mais de 30%. O dólar futuro saiu de R$ 3,12 para R$ 4,12, no momento em que escrevo. Talvez o dólar americano seja o ativo mais difícil de ser previsto. Mesmo especialistas renomados proferem previsões equivocadas. Comento a seguir algumas ponderações relevantes:

1 = A cotação da moeda americana é um “consenso mundial”. Ela não é determinada pelos players locais. O aumento da moeda americana em 2018 foi generalizado. O aumento significativo do “Dólar Índex” comprova isso, haja vista que esse índice é a relação do dólar americano frente a uma cesta de moedas internacionais. Veja o gráfico a seguir. Vários analistas tentam explicar o movimento de alta, mas nem sempre a explicação é óbvia. Não obstante a isso, alguns fatores me chamam a atenção. Primeiro, a economia americana continua com maior força em relação aos demais mercados globais, especialmente ao europeu. Segundo, no início do ano um membro do governo americano “sugeriu” que a economia americana poderia se beneficiar de um dólar mais fraco. Daí, investidores globais apostaram fortemente na queda. Como ela não ocorreu e o dólar começou a subir, esses investidores foram “estopados” nas suas operações (eles optam por encerrar a transação no prejuízo, evitando perdas maiores) e, consequentemente, isso acelerou o movimento de alta. No jargão do mercado esse movimento é chamado de “short squeezing”. Por último, a guerra comercial deflagrada por Donald Trump em 2018 fortalece ainda mais a moeda americana.  



2 = A taxa de câmbio no Brasil é livre desde o ano de 1998. O Banco Central atua nos momentos de estresse, mas seu poder é muito limitado, ao contrário de que muitos pensam. O mercado global é muito mais poderoso do que qualquer banco central.

3 = Um ataque especulativo mais intenso ao real, a princípio, é menos provável, e isso se deve a alguns motivos: o Brasil tem uma considerável reserva cambial (cerca de 370 bilhões de dólares); a maior parte da dívida do Governo Federal é interna, não dolarizada; e, atualmente, a balança comercial não gera déficits importantes. Posto isto, o Brasil possivelmente não viverá momentos de “caos cambial” como os ocorridos recentemente na Argentina e na Turquia.

4 = Todavia, as eleições no Brasil agravam o cenário do câmbio. Como a situação fiscal no Brasil continua muito delicada, o meio que o mercado financeiro encontra para se proteger é através do câmbio e dos juros futuros. Ambos dispararam nos últimos meses. Somente para vocês terem uma noção, enquanto a Taxa Selic está em 6,5% ao ano, os juros futuros para 2025 estão em 12,2%. Quase o dobro! Isso mostra o atual pessimismo dos operadores do mercado financeiro com a economia brasileira, especialmente pelo gigantesco déficit fiscal das contas públicas.

Após essas colocações, qual o cenário do dólar mais provável para os próximos meses? Acredito que o viés continue de alta e a volatilidade deve aumentar consideravelmente, pelo menos até o pleito eleitoral. Se elegermos um presidente “reformista”, a moeda tenderá a recuar no médio e longo prazo (caminhará para os três reais), haja vista que a economia local vai se recuperar e o cenário externo também deverá ajudar nesse sentido. Em contrapartida, a ascensão de algum candidato da esquerda nas pesquisas eleitorais ou mesmo a eleição de um deles pode fortalecer ainda mais o dólar frente ao real. Neste cenário, alguns economistas sugerem que o dólar pode bater a casa dos sete reais ou mais. O que fazer? Como sempre, mantenha uma parte de seu portfólio atrelada diretamente ao dólar americano.

MJR

* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.


terça-feira, 31 de julho de 2018

Atualização mensal do IBOV – Agosto 2018




No começo do mês, comentei que o caminho mais provável do Índice Bovespa para o mês de julho era o repique até os 78 mil pontos. Bingo. E melhor. O IBOV foi além do previsto por mim, ultrapassando o patamar dos 80 mil pontos.

A tendência de curto prazo, no gráfico diário, é claramente de alta. Todavia estamos diante de uma importante barreira: a média de 20 períodos no semanal, o que pode segurar momentaneamente a recuperação do IBOV. Inclusive no dia de hoje, o candle formado no gráfico diário do IBOV sugere uma correção para os próximos dias, em direção a média de 20 períodos (o mercado ganharia fôlego para buscar no futuro novas máximas). Veja o gráfico diário:



Para o mês de agosto, o fechamento dessa semana será decisivo: fique atento ao candle de fechamento e ao volume financeiro negociado nessa semana, que poderão indicar o rumo das próximas semanas de agosto.

Outras barreiras: o IBOV está em cima da média de 200 períodos do gráfico diário (relembrando, essa média é um grande divisor de águas no mercado: BULL x BEAR Market) e também da retração de 61,8% de todo o movimento de baixa, iniciado em meados de maio. Outro ponto negativo: já são cinco semanas consecutivas de alta! Reveja o gráfico inicial (semanal).

Dois pontos positivos: o fluxo estrangeiro voltou a ficar positivo em julho. E, se o IBOV romper com força os 80 mil pontos, a próxima barreira é o topo histórico (potencial de alta de 10%).

Passando para o cenário político. O processo eleitoral começará de verdade no mês de agosto. Prepare-se para o aumento da alta volatilidade. Se um candidato de centro-direita despontar, o IBOV vai junto, mas se a esquerda ganhar força, o IBOV poderá realizar de maneira mais forte.

O dólar perdeu força no último mês, mas provavelmente ganhará peso no próximo mês, por se tratar de um hedge natural em períodos binários, como o pré-eleitoral.

O que fazer neste mês? Vejam as minhas ponderações:

1.      
Como comentado, o fechamento dessa semana poderá ser decisivo.
2.       O aumento da volatilidade em agosto é praticamente certo.
3.       Se no mês passado, o risco-retorno na compra era muito bom, agora o risco aumentou significativamente.
4.       Realizações parciais de lucro devem ser aventadas.
5.       Eu, particularmente, evitaria abrir novas posições compradas. Por outro lado, manteria a carteira até o surgimento de algum sinal mais forte de correção.
6.       Uma estratégia interessante seria montar alguma ferramenta de hedge, usando derivativos e comprando dólar.

Em resumo: continue aproveitando a recuperação do mercado nacional, mas tome bastante cuidado. Busque um sinal mais claro de reversão de tendência. E prepare-se para o forte aumento da volatilidade: a montanha russa do mercado está próxima!

MJR


* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.




segunda-feira, 2 de julho de 2018

Atualização mensal IBOV – Julho 2018




Após a forte queda do IBOV em maio e junho, o que esperar para o mês de julho?

Da máxima de maio (87 mil pontos) ao fundo de junho, o IBOV caiu mais de 20%. Em dólares a queda foi maior ainda. Pior, vários ativos caíram de forma ainda mais acentuada.

O fluxo estrangeiro para a B3 foi bastante negativo nos últimos dois meses. Aliás, o movimento foi ruim para os países emergentes em geral. Isso explica parte do sell-off na B3. As incertezas políticas em ano eleitoral e a greve dos caminhoneiros também contribuíram para a derrocada da bolsa brasileira.

Graficamente, estamos em clara tendência de baixa no curto prazo (gráfico diário). No semanal, o cenário é indefinido e estamos em cima de um forte suporte (70 mil pontos). E, no mensal, a tendência de alta continua.

Posto isto, o que esperar para as próximas semanas?

1.      Um repique da bolsa é o mais provável. Os últimos pregões de junho já sinalizam este movimento e o indicador OBV também favorece essa possibilidade.

2.      Rompendo os 73 mil pontos, o IBOV confirma o acionamento de um pivot de alta no gráfico diário e deverá buscar patamares maiores.

3.      Alvos prováveis em 75 mil pontos (último fundo perdido) e 78 mil pontos (último topo e a média móvel de 200 períodos). Não acredito que o IBOV ultrapasse esse último nível antes da definição do cenário político.

4.      Após o repique, o mais provável é a continuidade da tendência de baixa e o reteste dos 70 mil pontos. Um fundo duplo pode ser um excelente sinal de compra. Porém, a perda desse patamar aciona um pivot de baixa no gráfico semanal e a queda poderá ser acelerada.

Desta forma, o momento é de muita cautela, porém devemos aproveitar o repique do IBOV, mas sem abusar. Todo cuidado é pouco. Pensando no longo prazo, acredito que o momento é oportuno para comprar barganhas: boas ações a preços muito atraentes.

Já o dólar continua em franca tendência de alta. E, possivelmente, continuará assim até o fim do processo eleitoral.

E o mercado externo? Lá o cenário está indefinido. Um movimento mais forte por lá, de alta ou de baixa, pode nos afetar aqui. É bom ficar atento.

MJR



quarta-feira, 6 de junho de 2018

Atualização mensal do IBOV – Junho 2018




Desde o meu último comentário em 09 de maio para o dia de hoje, o principal índice da bolsa brasileira despencou mais de 10%. E pior. Os motivos foram locais. Nenhuma interferência do mercado externo.

A greve dos caminhoneiros e a ingerência na Petrobrás mostraram a fragilidade do atual governo. Bastou um soluço de uma classe de grevistas e o governo correu para tomar uma série de medidas populistas. É a “ditadura” das minorias. Quem pagará as bondades do Governo? Não tenha dúvida, o contribuinte, ou melhor, todos nós.

Não existe mágica. O aumento de gastos por parte do governo federal, como os subsídios ao preço do diesel, precisará ser compensado com o aumento de outros tributos, especialmente na atual situação fiscal do país.

Outro ponto negativo: nós, brasileiros, em geral, queremos um Estado grande e paternalista, cheio de bondades e benefícios, mas não queremos o aumento da carga tributária. Dessa forma, a conta nunca fechará. Ainda mais com a corrupção disseminada e a má gestão do dinheiro público.

Deveríamos nós, em ano eleitoral, estar discutindo questões relevantes para os próximos anos: reforma tributária, reforma da previdência, reforma política, independência do Banco Central e eficiência das Estatais, dentre outras. Enfim, deveríamos buscar caminhos para facilitar o crescimento e destravar a economia.

O tombo da bolsa brasileira foi acompanhado de forte alta da moeda americana e da escalada dos juros futuros. Não existe almoço grátis. Isso nada mais é do que um alerta do mercado: esse caminho é péssimo, e já o conhecemos. Simples assim, o mercado financeiro tem voz.

Malgrado esses comentários, sigo otimista com IBOV no médio e longo prazo. Após vários anos de crise econômica as empresas listadas na bolsa estão mais eficientes e mais preparadas para o futuro. Outra questão importante: qualquer presidente eleito em outubro de 2018 será “obrigado” a ampliar o ajuste fiscal, simplesmente, porque não existe outra opção. Ou seguimos para as reformas, ou para a “Venezuelização”: calote da dívida pública, caos econômico e político e hiperinflação.

Por último, gostaria de citar que no atual patamar, em 76 mil pontos, a meu ver, o IBOV gera oportunidades, sempre pensando mo médio e longo prazo. Graficamente, a tendência de alta primária do IBOV continua mantida, sem respingos. Apenas se perder os 70 mil pontos, o IBOV poderia sinalizar uma mudança nessa tendência. Aguardemos.

MJR


* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.




sexta-feira, 25 de maio de 2018

Bolsa, Petrobrás, Petróleo, Dólar e Diesel.




Semana muito agitada no mercado financeiro. No momento em que escrevo, a queda do IBOV na semana é de mais de 5%. O maior recuo semanal desde maio de 2017 (JBS). E a queda não teve relação com o mercado externo, haja vista que o S&P ficou praticamente estável nesses dias.

O viés de queda do índice foi acentuado com a derrocada das ações da Petrobrás – quase 30% em relação ao topo da semana passada (somente no dia de ontem, queda de quase 14%). O motivo principal foi o comunicado do presidente da Estatal, Pedro Parente, na última quarta-feira, quando anunciou um corte de 10% no preço do diesel por 15 dias, contrapondo a atual política de preços – a “ideia” era ajudar na negociação com os caminhoneiros. Como já era esperado, o mercado bateu forte nas ações. Ingerência do Governo? Ainda é cedo para se chegar a uma conclusão mais fidedigna.

Já o petróleo atingiu a maior cotação no mercado mundial na semana passada, mais de 80 dólares o barril. Nessa semana o petróleo do tipo Brent está recuando cerca de 5%. Sempre é bom relembrar que o barril de petróleo atingiu a mínima dos últimos anos em janeiro de 2016, 27 dólares, e em pouco mais de dois anos, atingiu 80 dólares o barril – alta de mais de 200%.

Como comentei no último post, o dólar americano vem ganhando força nos últimos meses no mercado mundial – aumento da taxa de juros nos EUA. A trégua desta semana na alta da moeda me parece pontual e ajudada pela maior intervenção do Banco Central do Brasil. Mas o viés segue fortemente altista.

Acredito que o mercado de renda variável continuará muito volátil nos próximos meses, especialmente em virtude do processo eleitoral que se aproxima. Posto isto, o que fazer com esses ativos?

1 = Pensando no curto prazo, a volatilidade e a incerteza estarão muito presentes nos próximos meses. Portanto, um cenário não recomendado para os iniciantes. Para aqueles que têm algum domínio, o uso do mercado de opções é interessante para proteger a carteira. Por exemplo, as puts da Petrobrás saltaram mais de 1.000% em poucos dias.

2 = Visando o longo prazo (a tendência primária do IBOV ainda é de alta), aproveite os momentos de exagero do mercado (quedas acentuadas) para aumentar gradualmente suas posições. Mas faça isso com bastante cautela. Somente mudarei de ideia se, em outubro de 2018, elegermos um presidente populista e não compromissado com a continuidade do ajuste fiscal.

3 =Mantenha uma pequena parcela dos seus investimentos aplicada em dólares no intuito de proteger parcialmente seu portfólio. Para aqueles que vão viajar para o exterior, opte por compras parceladas da moeda americana. Não tente adivinhar fundos!

4 = Já o petróleo, por enquanto, continua com o viés de alta. Não há sinais de reversão, o que continuará pressionando os preços dos combustíveis. O Governo Federal não terá uma tarefa fácil em segurar o preço do Diesel.

MJR

* As opiniões postadas no blog são apenas posições do autor sobre o tema, e não constituem em si, recomendações de compra ou venda de ativos.



quarta-feira, 9 de maio de 2018

Atualização mensal do IBOV – Maio 2018




A minha perspectiva de alta para o IBOV em abril não foi confirmada. O índice até tentou superar a resistência, mais logo em seguida recuou, permanecendo “aprisionado” na longa congestão entre 83 e 86 mil pontos. Inclusive, ontem, o IBOV tocou o limite inferior da congestão em 83 mil pontos e parece que vai reagir.

Antes de comentar os próximos passos do IBOV, eu preciso citar que nas últimas semanas o índice brasileiro está muito sintonizado com o mercado americano. Assim, é preciso acompanhar de perto a evolução do S&P. E lá o viés de curto prazo é claramente baixista. Fiquemos atentos.

Outra questão: o mercado financeiro está em “modo de espera” para as eleições presidenciais deste ano. Ainda não há sinais claros sobre quem vencerá as eleições. A partir do momento que isso ficar mais claro, o mercado tomará a decisão antes mesmo das urnas.

Gostaria de citar também a disparada do dólar. Existem fatores externos – em virtude do aumento dos juros americanos, o dólar subiu globalmente, basta ver o gráfico do “dólar índex”(abaixo) – e também internos. Por aqui, o dólar americano funciona como uma proteção para os tempos de incertezas políticas e econômicas. Portanto, o viés de curto prazo para o dólar é de alta.



Apesar do IBOV “estar de lado” nos últimos meses, várias importantes ações do IBOV despencaram e já oferecem oportunidade de compra.

Posto isto, comento os três cenários possíveis do IBOV para o mês de maio:

1 = Se o cenário externo “azedar”, o IBOV deverá buscar patamares mais baixos de suporte, em 80/81 mil pontos e depois o forte suporte em 78 mil.

2 = Como estamos no limite inferior da congestão, a tendência natural do IBOV é retestar os topos anteriores em 86 e 88 mil pontos nos próximos dias.

3 = A superação dos 88 mil pontos ainda me parece um pouco distante. Por enquanto, o mercado continua sem força para superar essa marca. Só acredito nessa hipótese, se o mercado americano voltar a subir com mais força, o que me parece improvável nesse momento.

Importante: nos momentos de incertezas como o atual, para as operações de curto prazo, o mais sensato é aguardar sinalizações mais claras do IBOV. Já para o longo prazo, num Bull Market, os momentos de queda são grandes oportunidades para o investidor aumentar a posição comprada.

MJR

terça-feira, 10 de abril de 2018

Atualização mensal do IBOV – Abril 2018




Após uma longa congestão e queda na volatilidade desde meados de março, o IBOV está preparando um forte movimento. E, em minha opinião, o movimento será de alta. Antes de citar algumas razões do meu otimismo, preciso comentar que ainda estamos “prensados” na faixa entre 83 e 86 mil, e apenas o rompimento destes extremos confirmará o início do próximo movimento.

Veja as razões:

1.      Mesmo com a significativa correção do mercado americano nas últimas semanas e a saída de capital estrangeiro da bolsa brasileira, o IBOV não teve força para cair de forma contundente.

2.      O DJI pode sinalizar alta para as próximas semanas, se conseguir romper a LTB (linha de tendência de baixa: linha vermelha oblíqua tracejada no gráfico abaixo). Isso deverá impulsionar o mercado nacional.



3.      O IBOV também está próximo de romper a LTB no gráfico diário (veja gráfico inicial).

4.      Uma das agências de risco melhorou a nota do Brasil na última segunda-feira.

5.      A inflação continua mostrando sinais de fraqueza o que favorece mais cortes de juros. O IPCA de março foi o menor dos últimos 25 anos.

6.      A prisão do ex-presidente Lula na última semana diminui a chance da eleição de um candidato populista.

7.      Várias ações importantes do IBOV corrigiram de maneira importante nas últimas semanas e começam a mostrar sinais de reação.

8.      A VALE3 e a PETR4 começaram este processo no dia de hoje, especialmente a primeira (veja abaixo). Falta apenas a reação das ações dos Bancos.


9.      O cenário político em Brasília está domado e as eleições ainda estão distantes.

10.  O único entrave poderia vir do Supremo Tribunal Federal, alterando a regra de prisão em segunda instância. Eu, particularmente, não acredito nesta hipótese, mas no Brasil tudo é possível.

Posto isto, o ideal é que você se prepare para a próxima pernada da bolsa. Fique atento aos limites de 83 e 86 mil pontos. O rompimento deles será o gatilho. Espere pelo melhor e prepare-se para o pior. O mercado quase sempre é imprevisível.

MJR

segunda-feira, 2 de abril de 2018

O Investidor e o Leão – Imposto de renda sobre as aplicações financeiras




Todo investidor tem um incansável e onipresente sócio oculto. Ele é ganancioso e preguiçoso. Não te ajuda em nada. Seu único objetivo é abocanhar uma parte do lucro de seus investimentos. Pior, ele geralmente quer receber na fonte, no saque do dinheiro. A fome dele é gigantesca, por vezes ele quer mais de 20% de participação dos lucros. Por outro lado, no prejuízo ele passa bem longe, seque oferece ajuda. Você pode ser um grande ou pequeno investidor, não interessa, ele está sempre pronto para pegar o dele. Todavia, ele é “generoso” e permite a redução de sua parte em algumas modalidades de investimento. Sim, ele abre algumas exceções. O bom investidor precisa conhecer e aproveitar corretamente estas brechas da lei. Isto fará muita diferença no resultado de longo prazo.

É óbvio que estamos falando do Leão do Imposto de Renda. Neste livro, simples e direto, você aprenderá como informar e preencher corretamente seus investimentos na declaração do ajuste anual de 2018, passo a passo, e melhor, saberá como aproveitar as brechas legais para você pagar menos impostos.

O livro foi atualizado em 2017. Neste ano, 2018, não houve mudanças significativas nas normativas da Receita Federal e, portanto, o livro está bem atualizado. 

Disponível em formato digital na Amazon.

MJR

segunda-feira, 26 de março de 2018

O que os rentistas farão com a Taxa Selic em 6,5% ao ano?




O Brasil sempre foi o país da renda fixa. Com os juros básicos quase sempre nas alturas, ganhar 1% ao mês nas aplicações de renda fixa – Fundos DI, CDB, Tesouro Selic, etc. – era fácil, fácil. Porém, nos últimos meses o cenário mudou. Com a inflação controlada, abaixo da meta, e a taxa de desemprego ainda em alta, o COPOM colocou a Selic num patamar muito reduzido para os padrões brasileiros (e deverá cair ainda mais nas próximas reuniões), o que é muito bom para o setor produtivo e, por conseguinte, para a recuperação econômica do país.

Quem não deve estar muito contente com a situação são as pessoas que sempre deixaram o dinheiro na renda fixa e, sem esforço algum, tinham um rendimento mensal formidável. Contudo, a festa acabou! Se você quiser ter um retorno maior precisará se arriscar um pouco mais em ativos de renda variável. Isso é muito bom para a bolsa de valores, para o setor imobiliário, para o setor produtivo, para o Governo (maior arrecadação de impostos) e para a maioria dos brasileiros – mais empregos, mais renda e maior facilidade ao crédito. Quase todos ganham com os juros baixos, exceto os rentistas acomodados.

Os juros baixos facilitam a vida das empresas: diminui o custo das dívidas e facilita os novos investimentos, o que gera mais empregos e maior lucro para os acionistas. Assim, as empresas de capital aberto serão muito beneficiadas, pois ocorrerá uma migração natural dos investidores de renda fixa para a renda variável. Outros fatores também devem impulsionar a bolsa brasileira. Veja:

1.      A posição em bolsa de valores dos grandes fundos locais ainda é muito baixa. Isso deverá mudar nos próximos meses, o que aumentará significativamente o fluxo de investimentos em ações.

2.      O cenário externo mais complicado poderá em algum momento favorecer o Brasil. Lembre-se da falta de sincronia entre os mercados desenvolvidos e o Brasil desde o final de 2012. Lá, as bolsas estão no final de um longo ciclo de alta e por aqui mal começamos. O fluxo dos estrangeiros para o Brasil tende a permanecer em alta no médio prazo.

3.      As eleições em 2018 deverão ter um impacto nos ativos de renda variável e, a meu ver, possivelmente de forma positiva: consolidação e eleição de um candidato pró-ajuste fiscal.

Assim, a bolsa brasileira continua com um viés extremamente positivo. Não deixe para você entrar tardiamente no mercado de ações. Aproveite os momentos de correção para elevar sua participação em renda variável. Outra opção é se contentar com o rendimento de 5% ao ano nos investimentos tradicionais de renda fixa. A escolha é sua.

MJR



sexta-feira, 9 de março de 2018

Atualização mensal do IBOV – Março 2018





Continuamos firmes e fortes no nosso BULL MARKET.

As turbulências de fevereiro e a volta da volatilidade dos mercados americanos não impactaram nosso mercado.

Nem o engavetamento da reforma da previdência foi capaz de tirar o fôlego da bolsa brasileira.

E para facilitar o caminho dos ativos de risco no Brasil, notícias positivas não param de pipocar todos os dias nos jornais: juros básicos devem cair ainda mais, inflação em queda, retomada do crescimento da economia e o mercado imobiliário se aquecendo, dentre outros.

Assim, sigo muito otimista com a economia brasileira para os próximos anos e, por conseguinte, para a bolsa. E para o curto prazo?

Pelo menos para os dois próximos meses, não vejo mudanças neste cenário. Acredito que a bolsa seguirá em alta. Mas, talvez, a partir de maio, o cenário externo, a sazonalidade e as eleições presidenciais locais poderão afetar a bolsa, negativamente.

Pelo gráfico semanal, o meu alvo para o IBOV encontra-se em 95 mil pontos. Só mudarei de expectativa se o IBOV perder, em fechamento da semana, o patamar dos 83.900 pontos. Caso isso ocorra, entraremos numa tendência de baixa no curto prazo e poderíamos buscar os fortes suportes em 78 e 80 mil pontos.  

Por último, gostaria de citar que o gatilho para uma nova “pernada de alta”, deverá ser a superação da faixa dos 88 mil pontos nas próximas semanas.

Abraço.

MJR


domingo, 25 de fevereiro de 2018

Grau de investimento – O Brasil é rebaixado mais uma vez e a bolsa bate novo recorde.



Um dos assuntos da última sexta-feira foi o novo rebaixamento do Brasil pela agência de risco Fitch, e, curiosamente, a bolsa bateu novo recorde: acima dos 87 mil pontos. Você poderia me perguntar: não deveria ser o contrário?

O Brasil perdeu o grau de investimento em 2015. E depois disso sofreu novos rebaixamentos. Na prática, o que muda para o país? O que muda para você? Veja algumas ponderações:

·        As três principais agências de Rating são a S&P, a Moodys e a Fitch, todas estrangeiras. São agências privadas e independentes que avaliam o risco de calote dos países (risco soberano) e das empresas de capital aberto (risco corporativo), sejam elas públicas ou privadas. Desta forma, as agências estimam a probabilidade de inadimplência futura do emissor avaliado.

·         A análise é quantitativa (relatórios financeiros) e qualitativa (qualidade da gestão, crescimento esperado, competitividade no mercado e vulnerabilidade ao mercado e ao sistema econômico).

·         Veja os quatro fatores principais que são avaliados para o rating: os chamados 4Cs:
o    Caráter do emissor – histórico de crédito.
o    Capacidade de pagar as dívidas – análise financeira.
o    Colateral oferecido – garantia específica de cada título emitido.
o    Covenants da emissão – direitos e deveres contidos no documento da emissão do título.

·         Existe uma graduação básica das agências. Resumidamente temos dois níveis:
o    Grau de investimento (Investment grade): isto é, alta probabilidade de pagamento dos juros e da devolução do valor principal investido no vencimento do título.
o    Sem grau de investimento (Non-investment grade – junk): o contrário.

·         Qual a importância dos países terem o Grau de investimento?
o    Ao emitir dívidas o Governo pagará menos juros. O mercado exige menos de um bom pagador. O endividamento público faz parte de qualquer Estado. O Governo sempre precisará de recursos de terceiros para o desenvolvimento do país e para a melhoria da qualidade de vida da população, e por isso precisa almejar juros baixos.
o    Grandes fundos internacionais somente podem investir em países com o chamado Grau de Investimento (proibição estatutária), porém, na prática isso é irrelevante.

·         Por último, o mais importante de tudo. As notas das agências são tardias.  O mercado financeiro é muito mais rápido e eficaz. Enquanto as notas de crédito caem, a bolsa sobe, pois o mercado financeiro entende que o Brasil está no caminho certo e a economia está melhorando e vai melhorar muito mais. Se você esperar o Brasil voltar a ter grau de investimento para comprar ações, será muito tarde, pois será o fim do ciclo de alta. Lembre-se de que o Brasil recebeu o grau de investimento em 2008 e, depois disso, a bolsa só caiu até 2015, justamente quando o país ainda tinha o grau de investimento.

Posto isto, não confunda alho com bugalho. Esqueça a mídia não especializada e as agências de risco.

MJR