segunda-feira, 2 de julho de 2018

Atualização mensal IBOV – Julho 2018




Após a forte queda do IBOV em maio e junho, o que esperar para o mês de julho?

Da máxima de maio (87 mil pontos) ao fundo de junho, o IBOV caiu mais de 20%. Em dólares a queda foi maior ainda. Pior, vários ativos caíram de forma ainda mais acentuada.

O fluxo estrangeiro para a B3 foi bastante negativo nos últimos dois meses. Aliás, o movimento foi ruim para os países emergentes em geral. Isso explica parte do sell-off na B3. As incertezas políticas em ano eleitoral e a greve dos caminhoneiros também contribuíram para a derrocada da bolsa brasileira.

Graficamente, estamos em clara tendência de baixa no curto prazo (gráfico diário). No semanal, o cenário é indefinido e estamos em cima de um forte suporte (70 mil pontos). E, no mensal, a tendência de alta continua.

Posto isto, o que esperar para as próximas semanas?

1.      Um repique da bolsa é o mais provável. Os últimos pregões de junho já sinalizam este movimento e o indicador OBV também favorece essa possibilidade.

2.      Rompendo os 73 mil pontos, o IBOV confirma o acionamento de um pivot de alta no gráfico diário e deverá buscar patamares maiores.

3.      Alvos prováveis em 75 mil pontos (último fundo perdido) e 78 mil pontos (último topo e a média móvel de 200 períodos). Não acredito que o IBOV ultrapasse esse último nível antes da definição do cenário político.

4.      Após o repique, o mais provável é a continuidade da tendência de baixa e o reteste dos 70 mil pontos. Um fundo duplo pode ser um excelente sinal de compra. Porém, a perda desse patamar aciona um pivot de baixa no gráfico semanal e a queda poderá ser acelerada.

Desta forma, o momento é de muita cautela, porém devemos aproveitar o repique do IBOV, mas sem abusar. Todo cuidado é pouco. Pensando no longo prazo, acredito que o momento é oportuno para comprar barganhas: boas ações a preços muito atraentes.

Já o dólar continua em franca tendência de alta. E, possivelmente, continuará assim até o fim do processo eleitoral.

E o mercado externo? Lá o cenário está indefinido. Um movimento mais forte por lá, de alta ou de baixa, pode nos afetar aqui. É bom ficar atento.

MJR